07/06/2006

DIÁRIO DE MARIA


8 - Cont.

Maria passou para o 12º ano, foi frequentá-lo no Liceu José Falcão á noite.
O tempo era pouco para estar com Tó Mané, e ele distanciava-se. Já não podia ir ter com ele á faculdade, porque trabalhava de dia e estudava á noite. Ao fim de semana dava-lhe desculpas para não se demorar, as frequências pagavam sempre.
Um dia entrou-lhe pela loja dentro, uma senhora mais velha que ela uns 6 anos, queria falar-lhe!...
Dizia-lhe que já á algum tempo que namorava com Tó Mané, e que lhe haviam dito que ele tinha uma namorada há alguns anos.
Sentiu uma dor tremenda no peito, as suas dúvidas confirmavam-se.
Afinal a colega de que lhe falava e com quem ía estudar matemática, para justificar o que os amigos lhe diziam, não era mais de que uma viúva, com um filho de 5 anos, e que nem sequer andava na faculdade.
Era-lhe indiferente o estatuto da dita senhora.
Maria ficou revoltada, não só pelo engano, pela traição, mas sobretudo pela mentira...
Ficou de falar com a senhora mais tarde.
Quando chegou, perguntou-lhe directamente se tinha outra.
Tó chamou-lhe tola, que só a tinha a ela, que íam casar.
Doeu-lhe o coração, sentía que aquilo não ía ser verdade, se depois de fazer o que a sua alma engendrava, concluísse que lhe mentia, era o fim.
Tó foi embora, certamente para os braços da Matemática.
Maria, ligou para a senhora.
Nessa noite faltou ás aulas, a senhora morava duas ruas ao lado do liceu que frequentava.
Maria, bateu á porta, e foi levada para uma sala impessoal, toda ela tremia.
A esperança de não ser verdade, lutava contra a quase certeza de o ser.
Aguardava firme.
Passado algum tempo, não muito, alguém bateu á porta, o coração deu-lhe um salto no peito.
Foram os minutos mais longos da sua vida, entraram na sala, Tó abraçando a senhora, beijando-a na face.
Ficou petrificado, incrédulo quando a viu...
Maria, com uma tristeza imensa, em si, só conseguiu perguntar-lhe:
"- E agora, ainda sou doida, ainda é mentira?"
Saíu porta fora desesperada. Chorou amargamente.
Fez o caminho de regresso até ao autocarro, 4 km a pé, em que não sabía por onde ía, em que não via, nada nem ninguém.
Tó veio atrás de si, implorava-lhe que subisse para a mota, mas ela nem o ouvia, tal era o desespero.

02/06/2006

Um pedaço de mim...


Um pedaço de mim,
está por aí...
Não sei por onde, porque o perdi.
Não chamei por ti...
Meu céu raiado de azul.
Gritas-te por mim!
Ouvi-te...
Lancei meus raios azulados sobre ti.
Desde esse dia não mais nos largámos.
Eu era a tua princesa, tu o meu carinho.
Saber-te aí bastava-me.
Mas já não sei onde estás...
Perdemo-nos pelo caminho...
Não te pedi amor.
Não te posso pedir,
Aquilo que não tens para me dar.
Promessas foram feitas...
Se algum dia os nossos passos se desviarem...
Uma amizade linda, permanecerá...
Pergunto-te por ela...
Onde está???

01/06/2006

Não me perca...


Todas as vidas são feitas de encontros e desencontros.
Os encontros, serão mais ou menos sensíveis, com mais ou menos carinho e ternura.
No meu caminho, muitos desencontros têm acontecido, mas também muitos encontros percorreram os meus passos.
Alguns ficaram pelo caminho e serão sempre recordados, com carinho, pelas palavras meigas que ficaram para sempre guardadas na minha memória.
Outros chegaram e ficaram, tomaram o meu rumo.
Para todos vocês, que seguem em passo compassado o meu caminhar, o meu beijo de gratidão.
São vocês que me dão forças para lutar.
São vocês que fazem parte do meu mundo.
Luto por mim e também por vós, porque não quero perder-vos na linha do meu horizonte.
A ti, amigo que me envias-te este poema lindo, quero dizer-te que por muitos passos que dê, vais ficar sempre no meu coração, pela amizade que me dedicas, pela amizade que nos dedicamos.
Apesar de não existir o amor que o poema toca, sei que iremos sempre amar-nos. O que é uma linda amizade senão uma forma de amor.
A todos vós que percorreis o meu caminho quero dizer que vos amo
Vou estar brevemente afastada do vosso caminho, mas levo-vos a todos no meu coração e que em breve estarei de volta por aqui para vos atormentar os passos.
Não me perca


Não me perca de vista,
não deixe que eu desapareça de sua vida,
antes de precisar de mim...
mão deixe que eu vá embora,
sem antes saber quem sou,
e quais os meus sonhos,
talvez sejam os mesmos sonhos que os seus, quem sabe...
Não me perca de vista nunca,
mesmo que não esteja interessado agora,
pode ser que um dia,tenha saudades de mim,
Não me deixe seguir sozinha esta estrada,
sem antes saber se gostaria de ir também,
sem antes descobrir que é exactamente
o caminho que sempre procurou...
Não me perca,
talvez só eu possa ser para você,
a esperada chegada,
o tão sonhado caso de amor,
e a realidade mais sublime de se viver...
Mas não me perca,
deixe eu ficar e esperar por você,
esperar que você me chame,
que você tenha por mim todo o seu carinho,
que você de repente descubra
que está me amando,
por ter ficado ao seu lado,
e ter esperado...
Não me perca,
Nunca...
você vai pedir que volte...

(Vilma Galvão)

25/05/2006

DIÁRIO DE MARIA


7 - Já não é adolescente

O pai de Maria, continuava intransigente, não a deixava sair.
Tó Mané ía a sua casa e por lá namoravam á noite. Durante o dia, tirava todos os bocadinhos que podia para estar com ele. Vivia em função daquele amor e quase obcecada, por ele.
Tó Mané era egoísta, demonstrou-lho quando lhe disse que achava que os seus pais deviam deserdar a irmã Ana por ela ser mãe solteira, quando não se preocupava com o prazer de Maria e depois lhe atirava á cara de que era frígida, e em tantas outras ocasiões.
Maria hoje sabe, que não era verdade, mas na altura, vivia com aquele medo, aquela dor.
Nunca conhecera outro homem na intimidade e tomava como verdadeiras as suas palavras.
Julgava-se frígida efectivamente. Hoje sabe reconhecer os motivos que a levavam a não sentir prazer, mas na época vivia complexada.
Aos 4 anos de namoro, a mãe de Tó, acabou por aceitar, começou a achar que não havia nada a fazer, ou então mudou de estratégia, o que é certo é que passou a frequentar esporádicamente a casa.
Não se sentía lá bem, pelo que também não insistía em a frequentar assíduamente.
Tó entretanto cada vez frequentava menos a sua, e quando Maria o questionava por isso, desculpava-se com as Frequências e os Exames.
Maria sentía que algo não estava bem. Os colegas dele, ou para a avisarem, ou para a picarem, avisavam-na para ter cuidado com as miúdas. Quando o confontava com isso, dizia-lhe que era tola, que não havia ninguém, que podiam ir pensando no casamento e Maria ía sonhando.
Intímamente, sabia que havia algo de verdade no que os colegas dele lhe diziam, sentia-o no seu coração, e ele negava, negava, negava...
Voltando aos seus 18 anos, Maria achou que estava na altura de mudar a sua vida, começou a trabalhar em Part-Time numa loja de Antiguidades, fazia o período da manhã.
O emprego ficou a devê-lo a uma boa amiga que lá trabalhava, a Fátima Nunes, que na época adoeceu, Síndrome de Down, e que veio a falecer dois anos mais tarde, legando-lhe o seu lugar.
Maria aproveitou o emprego, e resolveu acabar o 10º e o 11º, num colégio, onde podia fazer os dois anos num. Foi dos maiores desafios que teve.
Recebia 5 contos, pagava o colégio, o passe e ficava com 5 escudos que costumava dizer eram para os rebuçados, com um sorriso nos lábios, porque era feliz contribuindo para o seu futuro. Longe íam os dias em que queria ser empregada doméstica.
A mãe continuava a dar-lhe dinheiro para as despesas correntes, mas ela sentía-se feliz.
Essa responsabilidade fez-lhe bem, porque conseguiu fazer os dois anos em um com todas as disciplinas.
Foi um ano duro, até porque entretanto, ficou a trabalhar a tempo inteiro na loja de Antiguidades.
Adorava o seu trabalho, dava-lhe um gozo enorme, lidar com todas aquelas velharias.
Cada dia aprendia algo de novo, sobre antiguidades.
A vida corria-lhe bem.

12/05/2006

DIÁRIO DE MARIA


6 - Adolescência (Cont.)


Paula encontrou novos amigos, colegas de turma e Maria também.
Da sua passagem pelo 10º e 11º, ficaram alguns amigos que perduram ainda hoje, a Rosa Paula, o Pedro, o João que veio a falecer de acidente de automóvel, quando ainda estudavam e a Paula H. essa doidona, amiga do peito, que após longos anos de ausência se reaproximou e continua aquela amigona, doidona de outros tempos.
Maria, tinha uma tendência incrivel para as Paulas, também esta teve uma influência tremenda na sua vida. Foi aquela amiga do peito que necessitava quando a outra tomava novos rumos, e lutava pelo seu futuro.
Influênciada por Paula H. que acabou por desistir dos estudos e começou a trabalhar na biblioteca de Espanhol da Faculdade de Letras, tirou um curso de Técnica de Bad. que hoje é a sua profissão.
Com 18 anos tinhao 11º incompleto, faltavam-lhe duas cadeiras para o terminar.
Sentiu que tinha de dar um novo rumo á sua vida. Era um fardo para os seus pais e não gostava de o sentir.
Paula (a advogada) apresentou-lhe um vizinho, que veio a tornar-se seu namorado e um caso sério na sua vida.
Tó Mané, estudava Engenharia Mecânica na FCTUC, era 3 anos mais velho e também não gostava de estudar. passeava os livros, andava sempre pendurado em Maria e fazia-a sentir-se importante, até certa altura. Tinha uma Suzuki 125 que era na altura uma boa moto, em que davam grandes passeios.
Maria apaixonou-se perdidamente, para ela existia Deus no céu e o Tó Mané na terra.
Foi o primeiro homem na sua vida e também a sua grande desilusão.
Ele era completamente manipulado pela mãe, e esta não queria aquele namoro, queria que o filho namorasse, uma menina rica da freguesia e Maria vivia remediadamente, tinham a casa onde viviam, mas não era filha de gente rica e de boas familias, como a mãe dele costumava dizer, para além disso não andava na Universidade.
Aquele namoro durou 5 anos. Tó Mané, nunca acabou o curso.
Pobre mãe, que desilusão, afinal ela que sonhava tão alto, nem no filho, viu realizado os seus sonhos.
Também não casou com a menina rica, pobre senhora...
Costuma dizer-se que Deus escreve direito por linhas tortas, e parece-me que foi mesmo o que aconteceu.
Justiça lhe seja feita, não foi ela a culpada do fracasso daquele namoro, pelo menos directamente.

09/05/2006

AMIGOS
A vida prega-nos grandes partidas.
Umas são fáceis de ultrapassar outras não mas de uma coisa tenho a certeza, todas elas servem para nos ajudar a crescer, e a tornar-nos cada vez mais fortes.
Nestas alturas verificamos que os amigos tem uma importância insubstituível nas nossas vidas.
Estão lá, quando precisamos de uma palavra de carinho, e de conforto, e mesmo para nos fazer ver quando estamos errados e esses sim são os amigos puros e verdadeiros. Ou não estão simplesmente, e então não valem a pena.
A todos aqueles que sendo ou mesmo não sendo tem estado comigo em horas menos boas vou agradecer e dizer o meu muito obrigado por estarem aí.
Só vos posso dizer que não vou nunca, mas nunca baixar as armas ou dar-me nunca por derrotada, e não vos vou defraudar, porque dos fracos não reza a história e eu quero ter a minha para contar durante muito tempo.

04/05/2006

Á LAIA DE PEDIDO DE DESCULPAS...

Na semana passada apaguei um post.
"Maria teve um sonho..."


A nossa vida, a nossa realidade é povoada de sonhos.
Uns são sonhos lindos, outros nem por isso, uns são sonhos reais outros pesadelos, outros são sonhos verdadeiros, outros são sonhos só.
Sonhou que tinha um Lance, que fazia parte da sua realidade, que a fazia feliz, porque existia e estava ali, mas não passou de um sonho só, e como tal deve ser apagado da memória, e da lembrança de Maria.
Ao longo da sua vida, Maria teve alguns sonhos. O mais importante, durou varios anos, por este Maria luta infinitamente porque permaneça na sua memória, por aquilo que teve de bom, e em função do que lhe deixou...tem um nome e não pode ser esquecido.
Este último, de tão fugaz e repentino, de tão ilusório e mentiroso, deve ficar para sempre, numa caixa fechado.
Trancado para que a sua vida tenha rumo e norte, e permita que os seus passos sejam dados rumo a uma vida feliz.
Perdoem-me se o fiz, mas Mario pediu-mo e sou-lhe fiel.

03/05/2006

PASSEANDO CONTIGO....


Momentos de loucura...
Momentos de ternura,
Sonhos alcançados, desejos de paz.

Por aquilo que vivi,
Jamais me vou arrepender.
Foste o anjo no meu caminho,
O meu momento de paixão...

Passarão dias, meses e anos.
Este dia jamais esquecerei.
Senti um turbilhão de sentimentos,
Que julgava já não ser capaz.

Poesia não sei escrever...Só escrevi o que senti.

29/04/2006

PARA TI AMIGA!
Paula H.
Depois de ter lido os teus comentários no meu blog, sininho, passei ao teu.
Decidi que o texto que me dedicas-te, merecia uma resposta, não no teu, mas aqui no meu cantinho.
Nada na vida acontece por acaso, sou e tenho provas disso efectivamente.
Ontem de manhã, depois de sair do local onde fui, precisava de um amigo, de uma amiga.
Não de amigoas casuais, que nos dão duas tretas e ficamos na mesma, por algum motivo me lembrei de ti, lembras? "Nada acontece por acaso..."
Não se pode conquistar algo que já foi conquistado amiga.
No meu coração sempre esteve um cantinho que te pertence.
Isso faz-me lembrar, um comentário que fiz ao meu amigo Rui uma vez, em que lhe dizia, que um cantinho no meu coração era dele, para todo o sempre, na altura achei que era a pontinha, porque estava lá aconchegadinho.
Imagino que o meu coração está dividido em vários cantinhos, bastantes espaços que cada um de vós ocupa e tem carácter de defenitivo. Nunca mais ninguém irá ocupar o que vos pertence por direito.
Quando muito, novos serão criados e vocês vão ter de se apertar mais um bocadinho.
A vida e as circunstâncias foram-nos separando, mas o teu cantinho nunca foi ocupado, está cá, vivo e presente, reavivado por cada vez que me lembro de ti, por cada vez que nos encontramos e voltamos ao nosso tempo de jovens malucas e por vezes um tanto ou quanto irresponsáveis.
Precisei de uma amiga ontem, e foi de ti que me lembrei, por isso deixa-te de lamechices, que está na altura de ambas recuperar-mos o tempo perdido.
Vê lá vê, não te ponhas a contar as nossas "Safadezas", no teu blog senão vou acabar encravada, é que as nossas nunca as contei num confessionário onde fui obrigada a ir e só contei algumas ehehehe.
Adoro-te miúda.

21/04/2006

DIÁRIO DE MARIA

4- Adolescência (Cont.)

Um dia quando menos esperava, um grupo de colegas de turma aproximou-se dela.
Maria nunca percebeu, se tinham sentido pena dela, se por gostarem dela.
Foram-se aproximando e ficando.
Eram extraordinários, começava novamente a sentir-se feliz.
Nesse grupo Maria encontrou a sua melhor amiga, Paula Maria, ainda hoje é uma felicidade quando se encontram.
Apesar da vida as ter separado, pelas profissões e formas de vida, Maria sente a amizade que as uniu presente, quando se encontram para tomar um café e simplesmente conversar.
Do grupo faziam parte, a Paula, a Teresa, o Pedro, o Vitó, a Fernanda e mais alguns que nunca mais a deixaram só.
Maria era feliz, pelo menos enquanto estava no Liceu, porque quando chegava a casa, a dor começava, refugiava-se na irmã Claúdia, na altura com 4 anos, que era a sua alegria.
Quando estava no fim da gravidez, Ana regressou finalmente a casa.
Pode assistir ao nascimento da sobrinha Sandra de quem veio a ser madrinha, era linda aquela menina.
Maria amava-a profundamente, sentia-se também um pouco sua mãe, afinal ajudava a criá-la. Passava horas, noites acordada com Ana, quando a menina não dormia, e se Sandra era chorona.
Passavam noites inteiras a passea-la ao colo, para que os pais pudessem descansar, afinal tinham de se levantar cedo para irem para o mercado.
Ana começou a trabalhar numa fábrica de tecidos para ajudar nas despesas da filha, Maria lamenta que a irmã não continuasse a estudar, porque era inteligente e poderia ter ido longe.
O pai foi intransigente, não permitiu que o fizesse.
Maria continuava os seus estudos, e até ao 9º ano, continuou com os amigos, que sempre a acompanharam. Passavam todos os momentos juntos, faziam farras nos feriados, o único senão é que nas idas ao cinema, ou passeios de fins de semana, o pai nunca a deixava ir.
Depois da gravidez de Ana, o pai que já antes era rígido e austéro na sua educação piorou substancialmente.
Paula começou a namorar com Pedro, com quem veio a casar, os restantes do grupo namoravam também e Maria sentia-se muitas vezes a velinha.
Passado algum tempo o Vitó pediu-lhe namoro e ela aceitou, era a única que não tinha namorado. sabia que não gostava muito dele, mas quem sabe o tempo não a ajudaria a tal.
O 1º beijo, aquele que Maria sonhava que iria ser único, inolvidável, afinal foi uma desilusão, nunca percebeu se foi por não o amar, se pela expectativa em torno desse momento fosse extrema, o que é certo é que passou por esse momento indiferente.
O namoro não durou muito tempo, uma semana .
Quando Vitó a beijava, chamou-lhe Joana. Maria mandou-o ir beijar a Joana e por ali ficou algo que nem devia ter começado. Maria tinha 16 anos.
Acabava o 9º ano, mudou de liceu, porque Paulaía para o 12º, ela tinha ficado pelo caminho.
Paula gostava de estudar, o seu sonho era ser advogada, e realizou-o. é hoje uma da praça Coimbrã.
Voltando atrás, Paula mudou de Liceu, foi para o José Falcão e Maria que ía para o 10º seguiu-a, afinal era a sua melhor amiga, era-lhe indiferente fazê-lo num ou noutro, não contava era que ficassem separadas geográficamente o que veio a acontecer.
O 12º era dado numa dependência externa ao Liceu, e lentamente a separação entre as duas foi inevitável.
MARIA voltou conforme prometido.
Espero não vos defraudar no meu relato de alguém que prezo

03/04/2006

CAMINHANDO


Com passos curtos, alguém vai caminhando e tomando o seu rumo.
Cada passo é uma conquista.
Vê-se uma luz ao fundo do túnel, que cada vez mais ilumina seu caminho.
Encontrei Maria que me pediu, para continuar a contar a sua história, pois não quer que morra ali.
Também uma Katy_Safaditah mo pediu, e não a vou defraudar.
Quem sabe não será uma ajuda para que consiga entender as razões da minha amiga Maria, e das opções que nós mulheres temos por vezes de fazer, para continuarmos de cabeça erguida a levar a nossa vida para a frente.
Um homem na nossa vida deve representar, um complemento para a felicidade, nunca um projecto de vida, nunca a única base de suporte para que tal aconteça.
Para além deles, "Homens", existimos nós, com os nossos desejos, com os nossos quereres, que não podemos nem devemos aniquilar, em função deles.
Para além deles, existem os nossos filhos, a quem temos o dever de tornar felizes, neste projecto entramos nós mulheres, e eles homens, porque a isso nos comprometemos.
Sem querer divagar, venho dizer que a "Maria" vai voltar.
A todos vós que me têm acompanhado neste meu pequeno percurso, o meu muito obrigado.

13/03/2006

VOLTANDO AO " DOCE VITA...."
Á dias escrevi algo que me sucedeu numa visita minha, para tomar café, neste novo Centro Comercial.
A conversa das duas irmãs, martela-me na cabeça a toda a hora.
Depois de situações por mim vividas recentemente, ainda mais, aquela conversa me martiriza.
Terminava o meu relato, com um pensamento muito meu. "...E tenho a certeza também que quero ser feliz todos os dias da minha vida."
Efectivanmente, e muito devagar vou trilhando o meu caminho, uns dias melhor, outros nem por isso, mas sei que estou a dar os meus passos, e os passos estão certos.
Ser completamente feliz é impossível, ainda mais para mim, que sou uma pessoa insatisfeita por natureza.
No entanto a nossa busca enquanto seres humanos, é trilhar o nosso caminho, e procurar a nossa própria felicidade.
Nesta altura da minha vida, tenho consciência e sei, que ficar com migalhas, não me ajuda, nem me faz feliz.
Já passei por este filme, tempo demais.
Durante muitos anos, fui-me anulando a mim própria, ficando com as migalhas de um amor egoísta, egocêntrico, e acomodei-me.
Por uma ou muitas razões, foi acontecendo
Hoje que me libertei desse estado de torpor, não o quero mais para mim.
Quero tudo ou nada, porque só o tudo me deixa feliz, e o nada...ora o nada é mesmo nada.
Já basta de migalhas.

23/02/2006

HORA DE ALMOÇO


Estou aqui sozinha, na minha hora de almoço e dei comigo a abrir o meu blog, onde já não escrevo á muito tempo, seja por falta de inspiração, seja porque a minha vida está a levar um rumo inesperado por mim e tenha tanto para dizer que talvez não consiga e as ideias se atropelem.
Tudo na vida de uma pessoa, surge por um motivo qualquer, por uma razão consciente ou não que nos leva a fazer ou agir de dada forma.
Influenciada por um amigo, criei este blog, lembro que nesse dia foi uma luta porque não percebia nada de blogs, e não conseguia cria-lo. Quando me pediram um nome para ele pensei e agora...Lembrei-me do sozinha na ilha, porque era como inconscientemente me sentia de facto.
Sozinha, muito sozinha. Com um mundo de gente á minha volta, mas de facto só porque algo faltava na minha vida.
Amigos não era, tinha poucos mas bons, que como costumo a afirmar é a medida certa. Trabalho tinha, uma filha adorável também.
Pensava eu que tinha tudo para ser feliz, mas acho que não, aliás acho não tenho agora a certeza.
Depois pedem-me uma palavra passe, mas quando fui para abrir o blog, algo tinha falhado, lá fui eu chatear o meu amigo inspirador, mas ele não me podia, nem conseguia ajudar.
Assim sendo, tinha que me safar sozinha... e depois de muitas tentativas, e não me perguntem como nem porquê, consegui entrar nele com o endereço de andandonaareia...e aí surge-me uma nova pergunta porquê este, podia se Maria
Ricardina ou afins.
Neste momento vejo que tem tudo a ver comigo.
Uma das coisas que sempre adorei foi ir á praia, não no verão como a maioria das pessoas, mas no inverno quando está sem ninguem, transmite-me paz, calma, tranquilidade, adoro ouvir o bater das ondas, sem a algazarra de pessoas a conversar, de miúdos a grita, enfim em paz., mas adoro também passear á beira mar, nessas alturas, caminhando sem destino como que procurando o meu...
Por isso concluo, que sentindo-me tão só, procurava o meu caminho.
Acho, mas acho mesmo, que hoje me está a dar para a nostalgia.
E posso afirmar, que estou a tentar encontrá-lo, quem sabe um dia destes não mudo, e deixo "andandonaareia" e passo a "finalmenteempaz"
Gina

02/02/2006

"DOLCE VITA" - Mais vale...


Há dias enquanto fazia horas para ir buscar a minha filha á escola, resolvi ir tomar um café a um shopping novo que abriu aqui em Coimbra.
Até o nome do shopping se torna caricato no relato que vou fazer e nas minhas considerações sobre ele. "DOLCE VITA".
Fui buscar o meu cafézito e sentei-me numa mesa a ler uma revista qualquer que tinha comprado momentos antes, para me ajudar a passar o tempo.
Ao meu lado porém, numa mesa estavam duas senhoras mais ou menos para a minha idade, não eram parecidas mas via-se que eram irmãs, pela forma como se tratavam.
Uma delas, de cabelo curto e encaracolado, lamentava-se, ou desabafava, pela vida que levava em casa, pela sua falta de coragem de levar por diante, algo que lhe fervilhava na cabeça havia algum tempo: "Mandar tudo ás urtigas e seguir em frente só com a sua filhota".
Aquela conversa tornava-se bem mais interessante que a minha revista. Que me perdoem as duas senhoras.
Era uma conversa banal, que ouvimos quase diáriamente, mas o que me surpreendeu, foi a resposta da suposta irmã: "Olha para mim rapariga! Mais vale um dia de felicidade, que um mês de sofrimento. Eu sou o exemplo disso mesmo"
Aquela frase mexeu comigo.
Era indiscutível que dor e sofrimento são impensáveis, não há ser humano que aguente, assim sendo, há que acabar com as amarras e seguir em frente, libertarmo-nos do objecto da nossa dor e seguir em frente.
Isto ninguém dúvida, penso eu, só é necessário que as pessoas tenham consciência disso e tenham coragem para andar para a frente.
Agora a 2ª parte daquela afirmação, realmente baralhou-me:" Mais vale um dia de felicidade"
Visto da forma como foi dito, é indiscutívelmente verdade.
Foram embora as duas, continuando aquele diálogo, a mim apetecia-me segui-las, entrar naquela conversa, que não me dizia respeito, mas estava estava a mexer com os meus pensamentos, e o meu sentir.
Permaneci quieta com os meus pensamentos.
O que é válido para alguém pode não ser para mim, ou para todos.
Ser infeliz é algo que ninguém deseja para si, um mês de 30 dias, são muitos dias de infelicidade.Um dia de felicidade são 29 de infelicidade, até aí menos mal.
Mas nós seres humanos, pela nossa própria condição, somos uns eternos insatisfeitos, perguntava-me se depois de conhecermos um dia de felicidade, no meio de 30, nos vamos contentar, se vamos ficar satisfeitos e acomodados.
Pensei para com os meus botões, aquela senhora não deixava de ter uma certa razão. Mais vale um que nenhum, mas por outro lado, será que mais dia, menos dia, aquele dia de felicidade não voltaria a ser mais um de infelicidade, quando só um já não bastasse.
Ainda hoje me debato com este pensamento.
Ainda hoje não consegui encontrar resposta para aquele embróglio...
Afinal de uma coisa tenho a certeza.
Nem sempre o que é válido e aceitável para uma pessoa o será para uma multidaõ....
E tenho a certeza também que quero ser feliz todos os dias da minha vida, porque a isso tenho direito.

26/01/2006

INVOLUNTÁRIO...
No post de ontem, esqueci duas pessoas que não posso esquecer de forma alguma e que pela sua importância, vou hoje citar, uma delas o meu amigo Pensador, com quem comecei a falar e andavamos sempre ás turras, até que ficamos os melhores amigos, tem um espiríto um pouco complicado, mas só até conseguirmos entender a sua forma de estar e Pensar...hoje posso dizê-lo será um amigo para o resto da vida, a outra a Vulcana, que tal como o nome indica é um autentico vulcão, ainda lembro com muita saudade quando nos juntavamos as tres. Zadora , Lili e Vulcana, numa certa salita, era de arrazar,
acho que pensavamos quase da mesma forma as tres, e quando alguma falhava , já não era a mesma coisa.
Para vós meus amigos o meu beijo terno e amigo

25/01/2006

HOJE!!!

Não sei porque, ou talvez saiba...sinto-me como se o mundo desabasse em cima de mim.
A solidão doi, magoa, e estou num desses momentos. Sinto-me só.
Apetece-me escrever e por incrível que pareça, até as palavras custam a sair.
Não saem pura e simplesmente.
As saudades que sinto, de uma Dana brincalhona, de uma Caneca que teimava em não ter cacos, de um Fade brincalhão e letrado, de um Sennick divertido, de uma Vampira doidinha por morder um pescoçito, de uma Leoa que teimava em não ter Juba, de um Look bem apresentado, de um Zé cabra doidinho pra saber as medidas de todas as meninas, de uma Zadora arrumadora de carros que tenho todos os dias a melgar-me o juízo, de um Reebock com cheirinho a sapatilha mas muito terno, levam-me á nostalgia.
Todos vôces meus amigos, fizeram parte da minha vida, mas sobretudo estiveram presentes, nos momentos em que mais precisei de amigos
Vocês foram os meus companheiros por muito tempo.
Sinto profundas saudades vossas.
Só quero dizer-vos que vos amo.
Que me perdoem aqueles que involuntáriamente possa ter esquecido.
Beijos de gratidão e saudades para todos

19/01/2006

"CATARINA"
Vou escrever, não sobre a Maria, mas sobre mim, sobre o que este nome representa na minha vida.
Fez esta noite ás 5.50h que nasceu o ser que viria a tornar-se a menina mais importante da minha vida.
Dei-lhe o nome de Catarina Isabel e por mais curioso que possa parecer este nome vai-me perseguindo.De entre as pessoas que considero amigas de verdade, conta-se a minha Caty. Tornou-se importantissima para mim apesar dos milhares de km. que nos separam, esta foi para ti Dana, a minha modesta homenagem, tu sabe-lo eu sei que tu o sentes amiga foi o meu fascínio pelas Catarinas que nos ligou ainda eu não sabia que o eras
Para ti o meu beijo.
Voltando á minha Catarina, faz hoje 13 anos que olhei para aquela bolinha de carne que me puseram nas mãos e pensei, amor a partir de hoje és a minha Rainha, por ti serei capaz dos maiores sacrifícios, das maiores privações das maiores negações por mim própria.
Tenho conseguido, umas vezes fácilmente, outras em que penso se valerá a pena, outras em que penso se será o melhor para ela, mas tenho-me esforçado por não faltar á palavra dada.
Alturas á em que penso, então e eu, os meus desejos, os meus sentimentos, mas olho para aquela, hoje grande bolinha de carne e penso, valeu a pena sim...és o maior amor da minha vida.
A Catarina é a minha obra prima, não é para me gabar, mas ela é linda, meiga, terna, boa amiga, boa aluna. A filha que qualquer mãe desejaria ter.
Não sei se vou conseguir manter a palavra dada para o resto da minha vida, afinal também sou de carne e osso, só quero que saibas meu amor, que acima de tudo, tu és o mais importante da minha vida
Amo-te muito
P.S. O verde é em tua homenagem minha querida

18/01/2006

INSPIRAÇÃO...FALTA DELA.


Hoje quando vinha trabalhar, pensei no meu blog, e no tempo que passou desde que escrevi pela última vez.
Perguntava-me porque será ke não escrevo, sinceramente não cheguei a uma conclusão.
Será falta de inspiração?
Será porque me cansei de contar a história da minha amiga Maria, e ela que me perdoe.
Será porque sinto que não tenho o direito de expor a sua vida desta forma?
Será que ela já não tem coragem para me falar dela da mesma forma?
Não sei... só sei que neste momento, não sinto vontade.
Quem sabe qualquer dia...